O silêncio seletivo do horror
Minneapolis, 27 de agosto de 2025 Antes de tudo, um aviso: não perdi o timing . Escrevo quando posso, e sobretudo quando quero. Sou mãe de duas, trabalho fora, cuido de uma casa e de um marido. Minha vida não cabe em planilha de redação. Não sou escrava do “agora” nem da histeria do algoritmo. Eu sou a lei do meu próprio tempo e é nesse tempo que escolho olhar para o que muitos preferiram silenciar. Em Minneapolis, crianças rezavam. Não num banco qualquer, mas numa igreja católica, durante a primeira missa do ano letivo. E então a pólvora decidiu interromper o Pai-Nosso. Duas crianças morreram. Dezessete ficaram feridas. O FBI chamou o episódio de terrorismo doméstico, crime de ódio contra católicos. Mas fora algumas linhas tímidas nos jornais, o mundo seguiu como se nada tivesse acontecido. Não é curioso? Há tragédias que ganham capa e manchetes que ecoam em múltiplos fusos horários. Há tragédias que viram trending topics, lives, debates inflamados, hashtags que brotam como flo...