Rodrigo Moraes se manifesta sobre caso de seu ex-assessor em esquema de corrupção em São Bernardo
Por Mariane Belasco
O deputado estadual Rodrigo Moraes (PL) se pronunciou sobre o envolvimento de seu ex-assessor Paulo Iran no esquema de corrupção investigado pela Polícia Federal em São Bernardo do Campo. Em mensagem enviada, Moraes afirmou que tomou conhecimento dos fatos pela imprensa e determinou imediatamente a exoneração do servidor.
“Eu também fiquei sabendo dos fatos pela imprensa, e como a gente não concorda com nenhum tipo de vínculo, com questão de corrupção, com qualquer coisa errada, eu já determinei a exoneração dele. Agora, a PF vai cuidar da investigação envolvendo a prefeitura e as pessoas envolvidas”, disse o deputado.
Moraes destacou ainda que não possui qualquer ligação com o esquema e reafirmou seu compromisso com a ética em seu trabalho político. “Graças a Deus, eu não compactuo e não tenho nenhuma ligação com essa questão que está acontecendo lá. O que eu tenho é um trabalho político na cidade, e infelizmente ficamos sabendo desse fato envolvendo o Paulo, mas a exoneração dele já foi determinada assim que tomei ciência pela imprensa”, completou.
O caso, que envolve o ex-assessor e a apreensão de R$ 14 milhões, segue sob investigação da Polícia Federal, com mandados de busca e apreensão cumpridos em São Bernardo do Campo e outras cidades do ABC Paulista.
Entenda o caso
Paulo Iran, assessor do deputado Rodrigo Moraes e auxiliar legislativo da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), está foragido após a Polícia Federal apreender cerca de R$ 14 milhões relacionados a um esquema de corrupção em São Bernardo do Campo. O servidor é apontado como operador financeiro do prefeito Marcelo Lima (Podemos), usando parte dos recursos para pagamento de contas pessoais do prefeito e de sua família.
Além de Paulo Iran, foram presos o empresário Edmilson Carvalho, sócio de empresa contratada pela prefeitura, e o servidor Antonio Rene da Silva. O prefeito Marcelo Lima foi afastado por um ano, e outros políticos da cidade também são alvos da operação batizada de “Estafeta”.
A investigação segue com 20 mandados de busca e apreensão e medidas de quebra de sigilos bancário e fiscal. Os envolvidos poderão responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
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