Metade das mulheres brasileiras perde o emprego em até dois anos após a licença-maternidade
Metade das mulheres brasileiras perde o emprego em até dois anos após a licença-maternidade. O dado é da Fundação Getúlio Vargas. E eu sou uma dessas mulheres.
Ouvi mulheres que foram demitidas no dia do retorno. Outras que precisaram sair porque já não cabiam no sistema. Mães que se reinventaram como empreendedoras. E também aquelas que, com apoio real, chegaram à liderança. Ainda raras num mercado que penaliza quem cuida.
Não escrevi esse texto apenas como repórter. Escrevi com a lembrança do que é sentar numa reunião com o peito cheio de leite, com a cabeça em casa e o coração partido entre dois mundos que não conversam.
Essa matéria nasce desse abismo: entre o que os dados mostram e o que eles ainda não conseguem medir. Porque a demissão é só um sintoma. O real problema é uma estrutura que trata a maternidade como risco — e não como parte da vida.
Leia a matéria completa no AgoraItu.com.br e nas bancas.
Compartilhe com quem já viveu isso. Ou com quem ainda acha que maternidade é um assunto pessoal, que não deveria afetar a carreira.
Comentários
Postar um comentário