Metade das mulheres brasileiras perde o emprego em até dois anos após a licença-maternidade

Metade das mulheres brasileiras perde o emprego em até dois anos após a licença-maternidade. O dado é da Fundação Getúlio Vargas. E eu sou uma dessas mulheres.

Ao escrever essa reportagem esta semana, revivi na memória o peso e o silêncio que acompanham tantas mães ao voltarem ao trabalho. E a cada entrevista, senti que não era apenas uma pauta, era também uma ferida coletiva.
Ouvi mulheres que foram demitidas no dia do retorno. Outras que precisaram sair porque já não cabiam no sistema. Mães que se reinventaram como empreendedoras. E também aquelas que, com apoio real, chegaram à liderança. Ainda raras num mercado que penaliza quem cuida.
Não escrevi esse texto apenas como repórter. Escrevi com a lembrança do que é sentar numa reunião com o peito cheio de leite, com a cabeça em casa e o coração partido entre dois mundos que não conversam.
Essa matéria nasce desse abismo: entre o que os dados mostram e o que eles ainda não conseguem medir. Porque a demissão é só um sintoma. O real problema é uma estrutura que trata a maternidade como risco — e não como parte da vida.
Leia a matéria completa no AgoraItu.com.br e nas bancas.
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